terça-feira, 25 de janeiro de 2011




' Tenho em mim uma agonia insidiosa e malandra. Quando me pega distraída, fica me soprando aos ouvidos frases que incitam pressa. Acaba que as outras pessoas mal desenharam o primeiro parágrafo e eu já terminei o texto.
Intensidade é pouco. Vou engolindo as entrelinhas, os arremates floreados, as frases lustradas.
E aí encaro a agonia, abro bem os olhos e digo com todas as letras: ‘Agora quero paz. A felicidade que me procure quando estiver pronta pra mim!’.
Não vou prometer não ligar. Não vou jurar que ‘já foi’, nem esnobar, nem fingir que não me importo. Sou muito mais que isso... Sim! Eu me importo, dane-se.
Amanhã decido se me curo ou enlouqueço!
...Empacotou todas as frustrações, disse adeus e jogou fora. Até o ar sopra mais leve, e ela sorri com devotada esperança.
Ela não vai subentender nada. O que não for claro pode deixar lá no fundo, naufragado.'