terça-feira, 15 de fevereiro de 2011




Existem infinitas coisas pulsando dentro de mim, talvez eu nem consiga organizar tudo e colocar aqui. O namoro, o frio na barriga, o coração enormemente apaixonado, A C A B O U . Maaaaaas a vida continua, segue o curso dela como tem que ser. Talvez por ter passado por outros momentos dificeis eu consegui lidar melhor com este, não que tenha doido menos, mais foi mais controlado, maduro, menos chorado. Eu já sou uma mulher, 20 anos e várias historias repetidas na minha vida, se entregar de coração é prejuizo, desejo não agir assim mais. O meu desejo é ter cautela e ser egoista com os meus sentimentos, que eles sejam só meus até que me prove que realmente merece ter. Foi uma semana dificil, tumultuada, sem sono, a cabeça latejava de tantos pensamentos misturados. Mais ao mesmo tempo abriram-se varias portas pra mim vida, era como se eu estivesse parada esse tempo todo em algum acostamento esperando o guincho que iria me tirar de lá. Ele veio, meu seguro de coração machucado não me deixou na mão, tratou de dentro pra fora, comecei a me sentir mais calma, comecei a faculdade, a trabalhar ... tudo de uma vez só. A calma veio quando meu coração aquietou-se na dor que eu tava sentindo, fechou os olhos e resolveu descançar. Eu ando apaixonada pela profissão que escolhi, e isso me deixa realizada, metade de mim agora pertence a essa parte nova da minha vida. Pra quem tava em casa só pensando bobagens e durmindo até tarde, 3 propostas de emprego é quase um milagre. Veio tudo isso no meu pacote guincho da seguradora. E eu fui, levando dia a dia e hoje to me sentindo uma pessoa diferente, nem alegre nem triste, mais diferente e talvez pronta pra vida que é cheia de altos e baixos!

sábado, 5 de fevereiro de 2011





“Um pouco de raiva não me fará mal. Há frutos que apodrecem por excesso de doçura.”


“Você não me entende por que você nos divide em dois:
eu e você.
Não existe divisão. Eu não sou só eu.
Eu sou também você.”



“Penso em ficar só, mas minha natureza pede diálogo e afeto.”



“Quero os melhores romances, ou prefiro ficar sozinha. Quero as melhores lembranças, ou prefiro não lembrar. Ou vivo intensamente, ou vou levando essa rotina que não incomoda, não interfere, não fere, mas também não é vida. Vou dispensando tudo o que não julgo suficiente pra me roubar a solidão. Vou excluindo do meu convívio todos que não parecem prontos pra marcar meus dias.”


- Verônica H



Quem aspira ao conforto que se conserve solteiro. Eu me entrego para dependência. Não há nada mais agradável do que misturar os defeitos com as virtudes e perder as contas na partilha.
Não há nada mais valioso do que trabalhar integralmente para uma história. Não raciocinar outra coisa senão cortejá-la: avisá-la para espiar a lua cheia, recordar do varal quando começa a chover, decorar uma música para surpreendê-la, sublinhar uma frase para guardá-la.






"Eu treinei viver sem você, eu treinei porque você sempre achou um absurdo o tanto que eu precisava de você para estar feliz. De tanto treinar acostumei.”

O que acaba com o amor é acostumar-se com a ausencia, não sentir saudade nem falta. O tanto faz não pode entrar na relação, ele acaba com ela. Tomara que você veja á tempo que agente tá se acostumando aos espaços da nossa relação, que ela ainda tenha salvação! Te amo ... mais isso pra mim não basta!

" falta tanta coisa na minha janela como uma praia ...
sobra tanta falta de paciencia que me desespera
sobram tantas meias verdades que guardo pra mim mesma
sobram tantos medos que nem me protejo mais
sobra tanto espaço dentro do abraço
sobra tanta coisa pra dizer que nunca consigo ..."



"Conheço no mínimo trezentas maneiras sinceras de se dizer eu te amo. Nenhuma delas com palavras. Porque amor não é amor de dicionário. Amor não é palavra. Não existe amor sem olhos nos olhos, sem lágrimas rolando face abaixo, sem corpos em contato carnal, sem mordida, sem tapas, sem ódio. Não existe amor sem ódio. Porque quem ama odeia. Claro que odeia, sente raiva, não aceita, não entende, esperneia, grita, perdoa e depois faz tudo de novo sem entender o porquê. E o amor tem contrário. Tem sim. O contrário do amor é a indiferença. Mas a indiferença não é importante. O amor, ah, o amor é. E amor é pernicioso, amor se infiltra por dentro da gente e faz com que cada molécula de nosso corpo perca completamente a noção do que é, do que faz. Amor não é emoção, amor não é paixão, amor não é essa banalidade estúpida retratada em novela das sete com personagens caricatos. Amor se faz complexo. Dizem que amar é simples, mas quem concordaria? Todos que já amaram uma ou outra vez sabem. Amar não é fácil porque amar dói. E iludem-se aqueles que acham que amar não deveria doer. E convenhamos: se amar fosse fácil assim, se amar simplesmente acontecesse de forma natural, se amar não precisasse de esforço, se não precisasse de dedicação, se não precisasse de cultivo, não teria graça. Quem amaria? Por que se deveria amar? Ah, seria tudo perpassado por uma pacatez que me parece assustadora. Amor fácil é como felicidade que não conhece tristeza. Não existe. Não de verdade. Não pra além do dicionário, que limita nossa vida a algumas letras que justapostas se fazem prepotentes e se propõe a explicar tudo. Mesmo não dizendo nada. Então amar é isso. Amar é se envolver com o outro e tentar levar adiante uma relação sem qualquer motivo racional. Amor não tem explicação racional. E amor também não se compreende. O máximo que se pode fazer é senti-lo. Senti-lo com tudo que vem junto. Senti-lo com dores lancinantes que fazem você quere explodir, senti-lo com felicidades incomparáveis. E isso todos vocês sabem. Perdoem se até agora eu não disse nada de novo, se não inovei, se não criei. Mas cá entre nós: não era isso que eu queria. O que eu queria era colocar pra fora tudo que está engasgado. Eu queria gritar pra mim mesmo e pedir para que parasse de doer. Eu queria mesmo era ter certeza de alguma coisa. Porque vocês sabem que amor é repleto de insegurança. Que amor não quer exagero falso, mas também que não se agüenta sem demonstração. Amor é sutil e gosta de detalhes. Mentira. Amor gosta do exagero nos detalhes tanto quanto dos detalhes do exagero. E amor seguro é amor falso. Porque amor seguro é daqueles que acham que podem, como disse um grande sábio, agüentar qualquer coisa. Mas o infinito, o infinito não cabe no amor. E me diga, meu anjo, o que seria o outro se não um infinito bem desenhado? E se o outro é infinito e o infinito não cabe no amor, por que o amor existe sendo que o outro é infinito dentro de si mesmo tanto quanto nós somos infinitos em nossa ignorância a respeito dele e de nós mesmos? Paradoxo. Porque amor se faz-se oxímoro. E amor não se faz claro! De maneira alguma, de modo algum, em situação nenhuma. Amor se reveste desse véu de sentimentos inexplicáveis e caros. E amor só nasce se você quiser amar. Pra se manter um amor tem que se ser forte. Aguentar dor e ódio. Mas tudo isso é conjectura. Uma certeza é certa: Amor(ar), seja lá o que for ou por quais palavras vazias de dicionário for definido por uma mente demente que seja, vale à pena. Amar vale cada grama de esforço empenhada. Amor pode até ser uma desgraça, e desgraçado seja aquele que ama. Mas me diga: do que adiantaria graça se não houvesse amor? É, “sem amor eu nada seria”. Piegas, eu sei, mas é bonito. E, ah, sabe o que eu queria colocar pra fora que está engasgado aqui dentro? Que eu te amo. Era isso. É piegas também, eu sei, mas é bonito. Eu te amo."


- kaio rafael de oliveira diniz

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011


Eu hoje joguei tanta coisa fora, eu vi o meu passado passar por mim. cartas e fotografias, gente que foi embora. a casa fica bem melhor assim!
O céu de icaro tem mais poesia que o de galileu, e lendo os teus bilhetes eu lembro do que eu fiz.
querendo ver o mais distante sem saber voar, desprezando as asas que você me deu.
Tendo a lua .. aquela gravidade aonde o homem flutua. merecia a visita não de militares mais de bailarinos e de você e eu ..!