sábado, 29 de maio de 2010


Quisera eu ter amor acima do amor dos homens, sim, eu queria ser superior e dizer que estava tudo bem, que somos falíveis, que isso acontece... E a mesquinhez que não me deixava em paz, atormentando-me até mesmo durante o banho. Mas...
Ando cansada dos fatos acontecidos e também dos sonhados. Principalmente, ando cansada desses textos com ar de lamento!
O mundo vê um passinho pra trás. Mas em algum lugar do cosmos, ouve-se um caminhão da Granero frear. Um barulho imenso, desengonçado, batem atrás, cercas arrancadas, quase cai no fim do mundo, móveis baratos despedaçados pela cidade. O tempo todo me dizendo menos. Menos. Pra aguentar, por favor. Pra ter alguma coisa, qualquer coisa. Duas semanas. Um mês. Menos. Menos dor, menos amor, menos ódio, menos vontade de fazer cortar. De sangrar pra fora pra poder ser menos. Por favor. Sorria como a moça da mesa ao lado, coloque um montinho de cabelo atrás da orelha, alongue um pouco o pescoço. Seu olhar está perdido porque pra poder estar naquela mesa ela foi matando pouco a pouco sua ferocidade. Mas ela toma chá e sorri. E você? Você mais uma vez vai voltar cheia de razão e sozinha. Cheia de tudo que não esquenta o pé. Cheia das facas enfincadas em volta do coração. Mas pensando “ainda falta o centro, ainda posso dar mais uma chance”. O tempo todo maquiando o caminhão, para que pareça uma minivan ou qualquer coisa tão desengonçada e apressada quanto, mas mais cabível. Que possa estar na estrada que todo mundo está parado, o eterno trânsito de chegar nesse lugar que a gente acha que é o único porque estão todos lá. E no meu ouvido, o tempo todo soprando. Esqueça isso, você não cabe, você não combina, a estrada não é feita pra você, você só pesa nela, só atrapalha, só é feio e odiado. É isso, não se desvira caminhão. Se é e pronto. Solitário demais, terrível demais. Mas pro outro lado, está vazio. Tem espaço pra você. A dor de virar um carro família, um carro esporte, um carro compacto. Não aguento mais, não aguento mais querer me refilar, não aguento mais querer mudar a química do meu cérebro, não aguento mais pedir perdão. Não, caminhão, tantos anos tentando, não, você não pode, não consegue, é assim. Do outro lado, uma estrada imensa. O caminho claro, bonito e sem buracos, dos que desistem. Isso, mais uma vez, mas dessa sem voltar. Você não sabe amar, caminhão. Não pode. Não é feito pra você. Dê meia volta, por favor, sem atropelar, sem matar, sem cair, sem levar ninguém. Na tristeza dura de quem tem tanto tamanho mas não tem força pra suportar. De quem tem tanto tamanho e não consegue por medo em ninguém. De quem precisa tanto de abraço mas é grande demais pra sentir os braços em volta. De quem poderia estraçalhar os carros família mas só sente o peso insuportável de ser minúsculo perto deles. Claustrofobia, pânico, insuportável. E então, o som, mais uma vez, puxar o freio, largar a mão, dar meia volta. Tchau, meu amor. Olhe quantos carros pequenos. Não queira mais saber dessa grossura destrambelhada que só leva mudanças porque ir embora parece um lugar com mais ar. Se você não pode ver meu coração de carruagem, ou sei lá que carro poético poderíamos imaginar agora, eu também não quero mais ser nenhuma outra coisa. De todo mundo que eu vi de costas, partindo, foi a vez que mais doeu. Talvez porque um pouco antes, quando eu ainda amava sua nuca e sua eterna mochila nas costas como amei poucas coisas na vida, você se virou, apontou o dedo pra mim, e gritou, com pouco ou nenhum carinho: você é um caminhão! Caminhão! Caminhão! E eu sei, e eu tentei mais do que nunca, e eu quis mais do que nunca. E eu achei que os caminhões também pudessem ter donos e direções e medalinhas. Você também me usou pra levar sua mudança e voltar vazia das suas coisas é a coisa mais triste que já aconteceu na minha vida.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Faço minhas as suas palavras ..



' Amanda Ansaloni '


Odeio vunerabilidade.
Sentimentalismo, ciumes bobo, ansiedade, depressoezinhas.
Detesto a fragilidade das garotas; aquele embrulho no estomago, e nuvem negras na noite de sábado, porque não retornam a ligação;
Acho monotono, mulheres que não conseguem viver sozinha;
que deitam e comem brigadeiro assistindo um filme de romance clichê qualquer, quando levam um bolo.
Odeio o fato das mulheres se envolverem sentimentalmente, dos pés a cabeça, darem tudo de si, e ainda esperarem de volta.
odeio buraco noe estomago, telefone na mão, pernas tremulas, sorrisos amarelos, humor negro. Odeio quando uma mulher começa uma briga, e consegue levar a culpa de tudo, sair chorando, e ter que ligar pra reconciliar.
Odeio como são dominadas.




Que a paciencia me encontre antes do amor. Que a calma se instale em mim e não me abandone nunca mais. Que o excesso e o desespero estejam de partida e so voltem se convidados. Que a agonia me abandone. Que o tempo traga sossego. Que o tempo traga o bem estar comigo mesma. Que o vento traga novos ares. Que as palavras aliviem a minha dor. Que as amizades estejam sempre presentes. Que nunca falta abraços. Que os sorrisos voltem. Que o otimismo volte. Que a tranquilidade visite. A alegria, que permaneça para sempre. Amém !

segunda-feira, 24 de maio de 2010



(Trecho de "O Pequeno Príncipe" - de Saint-Exupéry)


Bom dia, disse ele.
—Bom dia, disseram as rosas.
— Quem sois ? perguntou o príncipe
— Somos rosas.
— Ah! exclamou o principezinho... E ele sentiu-se extremamente infeliz. Sua flor lhe havia contado que ela era a única de sua espécie em todo o universo. E eis que haviam cinco mil, igualzinhas, num só jardim! Depois refletiu ainda: "Eu me julgava rico de uma flor sem igual, e é apenas uma rosa comum que eu possuo... Isso não faz de mim um príncipe muito grande... " E, deitado na relva ele chorou. Foi então que apareceu a raposa:
—Bom dia, disse a raposa.
— Bom dia, respondeu polidamente o principezinho.
— Quem és tu? Tu és bem bonita...
— Sou uma raposa, disse a raposa.
— Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste.
— Eu não posso brincar contigo, disse ela. Não me cativaram ainda
—Que quer dizer "cativar" ?
— É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
— Criar laços ?
—Tu és ainda para mim um garoto igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim ÚNICO no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
E a raposa continuou:
— Minha vida é monótona. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
— Por favor... cativa-me! - disse a raposa.
— Bem quisera, disse o principezinho. Mas tenho pouco tempo e amigos a descobrir e coisas a conhecer.
— A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo pronto na lojas. Mas como não existem lojas de amigos, eles não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me !
— Que é preciso fazer ?
— É preciso ser paciente. Sentarás primeiro longe. Eu te olharei e tu não dirás nada. A linguagem é fonte de mal-entendidos. Mas cada dia sentarás mais perto... E virás sempre na mesma hora. Se tu vens às 4, desde às 3 eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às 4 horas, então, eu estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade. Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... Assim, o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
— Ah! Eu vou chorar.
— A culpa é tua, disse o principezinho. Eu não queria te fazer mal, mas tu quiseste que eu te cativasse...
— Quis.
— Mas tu vais chorar !
— Vou. —Então não sais lucrando nada!
—Eu lucro, por causa da cor do trigo.
—Vais rever as rosas e volta. Tu compreenderás que a tua é ÚNICA no mundo. E ele disse às rosas: — Vós não sois iguais à minha rosa, vós não sois nada.
— Ninguém vos cativou e nem cativastes ninguém.
—Sois como era a minha raposa, mas eu fiz dela um amigo.
—Agora ela é ÚNICA no mundo.
—Sois belas, mas vazias... A minha rosa sozinha é mais importante que vós todas.
—Foi dela que eu cuidei, ela é a minha rosa!
—Adeus, disse ele.
— Adeus, disse a raposa.
—Eis o meu segredo: Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.

' Recebe menos quem mais tem pra dar !'

Quando penso em você
Fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa
Menos a felicidade!
Correm os meus dedos longos
Em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego
Já me dá contentamento
Pode ser até manhãSendo claro, feito o dia
Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria.
Eu só queria ter do mato
Um gosto de framboesa
Pra correr entre os canteiros
E esconder minha tristeza
E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza
E deixemos de coisa, cuidemos da vida
Senão chega a morte
Ou coisa parecida
E nos arrasta moço
Sem ter visto a vida .



domingo, 23 de maio de 2010



Não quero parecer confusa, no mesmo dia escrevo sobre coisas opostas. Mais é a minha vida que tá assim. Confusa, incostante e hoje melancolica. Ainda não achei onde isso começou mais to bem anciosa pelo fim. Não dá pra acordar todo dia de manha e não saber nem o que esperar pro fim daquele dia. Seu humor variar de acordo com o de outra pessoa é falta de personalidade. e eu preciso da minha identidade, dos meus fracos e fortes, das minhas decisoes, dos meus breves conhecimentos... a unica coisa que ainda me resta é esse sentido fdp que me avisa, em cima da hora, o que está por vir. Nem o ar que entra sai ileso, parece que ele até foge correndo quando vê que o mundo aqui fora tá melhor do que dentro de mim. Esse drama tá meio clichê, mais a realidade é sempre comum. Só o que eu quero e ser excessão a essa regra de começo, meio e fim.
Eu quero uma sensação mais segura, quero essa paz comigo mesma, pra depois tentar desenhar uma ponte e entregar esse meu coração mole pra alguém denovo. Mais é dificil pra alguém com uma bagagem lotada de carencias e de sentimentos quanto a minha. é dificil abrir mão disso tudo que eu carrego desde sempre comigo, é dificil dificil e dificil. Mais não ha de ser impossivel, a maturidade tem que me trazer uma 'mala' menor pra carregar pra eu poder me libertar disso e tantar um relacionamento menos intenso pra ver se dá certo. Lá no fundo eu ainda acredito que vai dá certo, um dia. Que vai existir alguem pra dividir o 'peso' dos meus sentimentos precosses e das minhas noites de sono perdidas com sonhos adolescentes. Enquanto isso agente vai adiante apesar dos pesares do dia de hoje, agente vai caminhando e uma hora as coisas mudam. ' Que a minha loucura seja perdoada, porque metade de mim é amor, a outra metade também ' (OM)


e é pra ser assim . Então que seja !

Traduz .





...você pára e me enxerga no meio das suas coisas. se perde de você e chega dentro de mim. e aí você diz que existem compromissos, aulas, datas, calendários, horas, relógio. eu achava que existia só você... então você se despede. na sua ausência eu o recrio. eu escolho os meus pedaços de panos imaginando a possibilidade de esbarrar com seus olhos na próxima esquina. eu passo pelos mesmos caminhos que os de ontem pra ver se sinto repetidas vezes os nossos encontros. eu espero a hora marcada chegar sonhando que talvez você pense em me procurar. nenhuma das minhas hipóteses acontecem, não na realidade!

Não se pede, não se mede e não repete ..!

PRA VOCÊ (2)



nossa fiquei feliz por esse sorriso, nem lembrava mais dele. Sorriso de quem tava se sentindo infinitamente feliz! De quem tava do lado do seu par romantico, do principe de cachinhos da disney. kkk
Realmente foi, minha historia perfeita, meu momento mais sincero e o mais memorável de todos. Meche comigo até hoje cada lembrança desse curto periodo de tempo, mais com a intensidade mais bem gasta que já existiu. Eu fiz por você e você por mim, ambos fizemos um pelo outro um bem inexplicável. Eu sinto, forte, até hoje cada abraço, cada beeeeeeeijo, cada batitidinha que meu coração deu. coração que tava fraquinho e que você fortaleceu. eu vou ser eternamente, derretidamente apaixonada por você ! (benzinho)

Mil quilometros a frente de mim ..!

Ainda bem que não tem como gritar aqui, porque sinão eu gritaria e bem alto, só pra ver se expulso de mim esses sentimentos que me atormentam, todos os dias, sem parar, o dia todo e o tempo inteiro. Eu deixo me bagunçarem, depois que fazem a 'festa' eu limpo tudo s o z i n h a.
Eu dei o espaço, a brecha, pra poder entrar, e não vo dizer que se soubesse que seria assim não teria deixado, porque eu teria sim! Eu sou daquelas que vai batendo a cara no muro até cansar, mais não aprendo a frear com o sentimento. Eu sei o momento exato que eu me apaixonei, mais estar apaixonada não quer dizer esse mundo de coisas que voces homens fazem com que agente acredite, estar apaixonada é saúde pra relação, não é doença, muito menos em estado terminal. Eu sei que lá no fundo você sabe exatamente o que tá acontecendo, mais existe um monte de coisas entre eu e você que estão tirando qualquer possibilidade de sermos 'saudaveis' juntos.Eu posso tá misturando carencia e paixão, mais ela existe e ai o que eu faço com ela? Espero sua boa vontade de ser claro, sua boa vontade em se deixar levar, sua boa vontade de corresponder? Não não espero ! A paciencia não tem sido minha amiga, ainda mais quando meu coração tá com pressa de se sentir forte denovo, de se sentir capaz de amar alguém e querer que este alguem seja você.